As consequências da expansão e as novas seleções que visam chegar na Euro 2020

Desde o ano de 1996, a Eurocopa não sofria mudanças na quantidade de equipes classificadas para o seu torneio final. Se na primeira edição do campeonato continental de seleções apenas quatro participantes participaram da última fase da Euro, atualmente são 24 o número de candidatos que iniciam a corrida rumo ao título depois da fase qualificatória, que envolve todas as 55 federações ligadas à UEFA.

Dos anos 60 até os dias atuais, a população de todos os doze países que terão cidades-sede na Euro cresceu e, com o desmembramento das nações como a União Soviética e Iugoslávia e separação dos grupos étnicos que originaram territórios como Croácia, Eslovênia ou Kosovo, por exemplo, a quantidade de jogadores e seleções disponíveis para pleitear uma vaga no torneio também aumentou. Os prognósticos Euro 2021 acompanham toda a movimentação dos times no preparo para a grande disputa. Os acordos europeus e a globalização permitiram a importação e exportação de talentos ao redor do continente e a troca de experiência entre os responsáveis pelo esporte tornaram a informação, o desenvolvimento de estilos futebolísticos e o aumento do nível geral mais acessíveis para todos. 

Na Islândia, por exemplo, de 2004 até 2018, a quantidade de treinadores donos da licença UEFA B (permite com que os titulares treinem clubes amadores, jovens até 16 anos e sejam assistentes de clubes profissionais) era de 669, caracterizando o dado como algo extremamente relevante já os islandeses vivem num dos países com a menor densidade demográfica de todo o mundo. Já na seleção da Albânia, três italianos treinaram a seleção principal entre 2012 até o momento presente, sendo que todos os treinadores formados pela Federação Italiana devem realizar um trabalho acadêmico semelhante aos das universidades para adquirirem a licença local.

Para justificar a expansão da Eurocopa em sua parte final, Michel Platini, presidente da UEFA declarou na época: “Muitos podem dar diversas razões. Tenho certeza que não mudará o nível técnico. Existem oito times tão bons quanto os 16 já classificados. Algo observado que nos traz conforto é que agora temos 24 times com a força necessária para competir de forma efetiva no torneio final. Talvez esse não era o caso 20 anos atrás, mas agora temos os números para fazer um torneio de 24 seleções se tornar um sucesso na Europa”, disse Platini.

Com a mudança efetivada na edição de 2016 sediada na França, já foi possível observar a aparição de seleções como País de Gales, que chegou até a semifinal liderada por Gareth Bale, ou como a própria Islândia, que vê o futebol atingir um sucesso único dentro de seu país com a soma do investimento em infraestruturas, qualidade dos treinadores e uma boa geração de jogadores. 

Dentre os 20 times classificados para a Euro de 2020, a Finlândia é o único país já confirmado na fase final que disputará a mesma pela primeira vez em toda a sua história, enquanto Bósnia, Israel, Georgia, Macedônia do Norte, Kosovo e Belarus, que chegaram até os playoffs pela suas classificações dentro do ranking geral após a disputa da Nations League de 2018/2019, esperam a definição do mata-mata para saberem se estarão na Eurocopa desde o momento em que se tornaram países independentes ou membros da UEFA. 

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