Aumento da demanda pede aos hospitais mais estrutura

Hospital - foto: Pixabay
Hospital - foto: Pixabay

Em 26 de fevereiro, o Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso do novo coronavírus, o Covid-19, no Brasil. Desde então, a doença tem seguido o padrão mundial, se espalhando rapidamente pela população, ultrapassando a marca de 1.500 infectados em menos de um mês.

Em consequência, os hospitais estão recebendo uma demanda ainda maior, seja de pacientes comprovadamente infectados ou de casos suspeitos. E a expectativa é de que isso ocorra por mais algum tempo, já que, segundo especialistas, o Brasil ainda não atingiu o pico de transmissão do vírus.

Nesse cenário, há medidas e precauções que devem ser tomadas em relação à estrutura de hospitais e clínicas para garantir o funcionamento contínuo e da melhor forma possível. 

Sistema de energia elétrica durante a epidemia 

Ter segurança energética é essencial para o funcionamento de hospitais e clínicas, em qualquer cenário. Uma queda de energia inesperada pode atrapalhar importantes procedimentos cirúrgicos, provocar sequelas em pacientes e até mesmo levar à morte. 

O funcionamento do sistema de energia elétrica é tão importante que é determinado por lei que todos os hospitais contenham com um sistema de emergência que entre em ação automaticamente em casos de falta de energia.  Para isso, as instituições recorrem à locação de geradores. Quando há uma queda de energia, eles são acionados. O sistema de energia elétrica emergencial também é responsável por manter o funcionamento de elevadores, sistemas de climatização e iluminação dos hospitais. 

Em um cenário de epidemia, com grande demanda e sobrecarga dos sistemas de saúde, a questão se torna ainda mais urgente. Pacientes infectados com o corona vírus sofrem de infecções respiratórias, sendo a doença mais grave para pessoas dentro do grupo de risco – como idosos, hipertensos, pessoas com problemas cardíacos ou doenças respiratórias pré-existentes.

Como a doença afeta o sistema respiratório, parte dos infectados com o Covid-19 necessitam de ventilação mecânica. Portanto, é ainda mais necessário atentar-se ao sistema de energia de hospitais. 

Contratação de novos profissionais

Assim como são necessários equipamentos e energia, também é muito importante garantir que haja profissionais suficientes para atender ao número cada vez maior de pacientes. 

O atual ministro da saúde do Brasil, Luiz Mandetta, já afirmou que o governo focará no programa Mais Médicos, a fim de aumentar o número de funcionários em postos de saúde e hospitais. O objetivo dessa medida é reforçar a equipe que trata de casos mais leves e de rotina, fazendo com que haja mais profissionais dedicados aos infectados graves. 

Além disso, no âmbito local, prefeituras estão abrindo editais de concursos para contratação de médicos, fisioterapeutas respiratórios, enfermeiros e até mesmo psicólogos – uma vez que a saúde mental também é extremamente prejudicada em tempos de crise. 

É muito importante que haja um planejamento nesse quesito, visto que os profissionais de saúde são grupos extremamente expostos ao vírus e podem, se não houver um maior cuidado, se contaminarem facilmente e terem que se afastar do trabalho. Segundo as autoridades espanholas, 12% dos casos de coronavírus no país são de profissionais da área.

Maior disponibilidade de leitos

Um dos fatores mais importantes diante de uma doença extremamente contagiosa, é ter leitos disponíveis para abrigar os que precisam de tratamento.

Por isso, o governo recomenda a todos os hospitais dos estados brasileiros que haja uma reorganização nas prioridades dos casos. Isso implica em adiamentos de procedimentos não urgentes, como cirurgias plásticas, e, quando possível, antecipação de transferência para quartos de pacientes que estão em centros ou unidades de terapia intensiva. 

Materiais e ferramentas de proteção 

Ainda focando na integridade dos profissionais de saúde e na diminuição da contaminação, é preciso reforço no investimento de materiais e ferramentas de proteção. 

Além de intensificar a oferta de luvas, aventais, óculos e toucas nos hospitais, é preciso garantir que os médicos, enfermeiros e outros profissionais tenham acesso constante a álcool em gel e sabão.

Outra ação que também está sendo promovida por governos em todo o mundo é a maior conscientização sobre higiene pessoal dos funcionários. Tutoriais de como lavar adequadamente as mãos estão sendo divulgados.  

 

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