Avant Première da Brasil Offshore demonstra otimismo do setor

Indústria passa por fase de transição, onde as projeções são positivas

Avant Première Brasil Offshore
Avant Première Brasil Offshore

Em um momento onde a expectativa do mercado de óleo e gás é de reaquecimento da indústria, o setor vê como estratégico a retomada dos negócios. A realidade macroeconômica é de otimismo e existe uma movimentação no segmento para que haja o investimento certo nessa nova fase.

A realização de dois leilões de petróleo e gás em 2019 e a 16ª rodada de licitações de Blocos vão oferecer novos campos pelo regime de partilha com expectativas de retornos financeiros bilionários aos cofres públicos. A entrada de empresas estrangeiras no mercado nacional também traz novas projeções para o mercado brasileiro. Além disso, a indústria já caminha para desenvolvimento da produção de gás natural como uma nova alternativa para geração de energia.

Buscando aprofundar essas discussões e apresentar soluções, empresas e autoridades do setor se reuniram na Avant Première da Brasil Offshore, na última terça-feira, 19, em Macaé, e debateram sobre os avanços e oportunidades da indústria e seu impacto para a o crescimento econômico e o desenvolvimento nacional. Entre as autoridades estavam o Secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Marcio Félix; a Gerente de Petróleo, Gás e Naval da FIRJAN, Karine Fragoso; o Secretário Geral do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Milton Costa e o Prefeito de Macaé, Dr. Aluizio.

Com uma visão mais mercadológica, o presidente da Shell, André Araújo; o presidente da BP Energy Brasil, Adriano Bastos; e o Country Manager da BHGE no Brasil e Diretor da Abespetro, Alejandro Duran, destacaram projeções positivas para o mercado e um cenário de reaquecimento dos negócios.

Gás natural assume o protagonismo do mercado

Neste contexto de retomada, a discussão sobre o novo terminal portuário retorna e junto com ele, grandes expectativas.

O Terminal Portuário de Macaé (TEPOR) surge como peça chave para o desenvolvimento econômico, com capacidade para atender a demanda da indústria de apoio às atividades de óleo e gás, além de apresentar soluções para transportes de cargas de outros setores. O TEPOR é uma das ações prioritárias para os próximos meses e consta no Plano de Diretrizes e Iniciativas Prioritárias do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

O novo empreendimento do Norte Fluminense consolida esse momento de transformação do setor com perspectiva otimista e proporções para além de um terminal de operações. Para a indústria, é um período de oportunidades e de um novo ciclo de desenvolvimento.

O Prefeito de Macaé, Dr. Aluízio, destacou a importância de não desperdiçar essa chance de crescimento do setor. “Precisamos trabalhar com a máxima de eficiência e competitividade. A indústria está em uma nova fase, em um novo cenário onde o emprego vai voltar. Estamos vivendo uma novidade que é o gás natural. Isso não pode ser desperdiçado e vem para ser essa transição. Macaé tem condições para usufruir desse cenário”, afirma.

“Um país competitivo busca por contratos competitivos e formas de atrair os investidores em longo prazo. A questão do gás é uma grande prioridade que a indústria tem observado ao longo desses últimos três meses. Nós entramos em um projeto de construção e produção de energia elétrica. E mais do que nunca, a integração de gás na exploração em águas profundas com o mercado de geração de energia elétrica é uma perspectiva tangível e não é promessa. É uma realidade que está muito próxima de todos nós”, sinaliza André Araújo, presidente da Shell.

Otimismo dominou o discurso do setor

O Secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do MME, Marcio Félix, usou de uma analogia para demonstrar ânimo com a Brasil Offshore. “Dizem no Nordeste que quando chove no dia de São José, é sinal que teremos colheita no dia de São João. O nosso São João não será no dia 24, ele vai esperar mais um dia e vai começar no dia 25 e vai até o dia 28, quando acontece a Brasil Offshore. Vamos plantar essas boas notícias para que a gente possa colher os frutos no futuro. Eu diria para quem está desempregado e a procura de uma oportunidade que a hora é essa. E a expectativa move a bolsa de valores, investidores e até a geração de empregos”, concluiu.

A importância da qualificação não ficou fora do debate, e Karine Fragoso, Gerente de Petróleo, Gás e Naval – FIRJAN falou sobre essas necessidades para o mercado. “Desde que comecei a estudar gás, percebi um potencial enorme e estamos trabalhando pela abertura desse mercado que vai fazer toda a diferença para gente”.

“A nossa expectativa é muito boa e me classifico muito como otimista. Temos muito a desenvolver e fazendo um acompanhamento, percebemos um aquecimento de vagas sendo abertas e demanda por profissionais e por cursos por capacitação”, finalizou.

Edição comemorativa marca a importância da feira na indústria

A Brasil Offshore conquistou reconhecimento por reunir empresas de toda a rede produtiva do setor petrolífero, promovendo as melhores oportunidades de networking e parcerias, em um ambiente altamente técnico e voltado para a aceleração dos negócios nesse segmento.

Em 20 anos de realização, a feira gerou um bilhão e quinhentos milhões de reais em negócios, e contou com a presença de mais de 2.500 marcas e 200 mil profissionais com grande poder de decisão e efetiva capacidade para concretizar negócios.

Diretor de Portfólio da Reed Exhibitions, organizadora da Brasil Offshore, Renan Joel, reafirma o compromisso com o mercado e a importância da feira. “São duas décadas de história do evento que se tornou referência mundial para o setor de Petróleo e Gás”.

“Proporcionamos oportunidades únicas de relacionamento com grandes compradores, networking com os principais tomadores de decisão da indústria de bens e serviços e geração de novos investimentos para a principal Bacia de exploração e produção do Brasil”, conclui.

Nesta edição comemorativa, o principal objetivo é fortalecer a rede de fornecedores e prepará-la para atender as demandas e projetos das operadoras vencedoras dos leilões, oferecendo um ambiente altamente técnico com oportunidades únicas de aperfeiçoamento profissional.

A Brasil Offshore

A Brasil Offshore é organizada pela Reed Exhibitions Alcantara Machado em conjunto com o SPE (Society of Petroleum Engineers) e o IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis) e faz parte do portfólio global de eventos de energia, junto à SPE- Offshore Europe e ENGenious.

A Reed Exhibitions

A Reed Exhibitions é a principal promotora de eventos do mundo, com mais de 500 eventos em 40 países, e faz parte do Reed Elsevier Group, fornecedor líder mundial de soluções de informações profissionais. Ao longo dos anos, a Reed reuniu mais de 6 milhões de participantes ativos do mundo todo, gerando bilhões de dólares em negócios. Atualmente, os eventos são realizados em todas as Américas, Europa, Oriente Médio, Ásia-Pacífico e África atendendo a 43 setores da indústria.

SERVIÇO

10ª edição Brasil Offshore | “Brasil Offshore – A Plataforma de Retomada para Grandes Negócios”

Data: 25 a 28 de junho de 2019

Local: Centro de Convenções Roberto Marinho, Macaé (RJ)

Horário: terça a sexta-feira, das 14h às 21h

Acesso dos visitantes: Credenciamento: www.brasiloffshore.com

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