Carnavais tão tradicionais quanto os brasileiros

Google Maps vai mostrar blocos de carnaval no Rio e em São Paulo

Tem muita gente desinformada que acredita que o carnaval é uma festa tipicamente brasileira. Ledo engano… Trazido pelos colonizadores portugueses, na forma do entrudo, o carnaval encontra diversos festejos similares – ou diferentões – em várias partes do planeta. Será que você conhece alguns deles? Dá só uma olhada!

Pra começar, é preciso lembrar das festas de rua em homenagem a Saturno – Deus que protegia as colheitas agrícolas – na Roma antiga, que marcavam o final de um ano agrícola. Será que é por isso que se costuma dizer que o ano só começa após o carnaval? Pra se pensar…

Desenho de Jean Baptiste Debret -1768-1848 – mostrando brincadeira entrudo entre os escravos
Entrudo de Santulho

As festas eram repletas de exageros. Seja nas danças, festejos, comidas e bebidas e jogos. Os presos eram anistiados, as guerras eram paralisadas, escravos e homens livres comemoravam juntos a fartura da região. Festividades parecidas aconteciam também na Grécia, os chamados bacanais, em homenagem a Dionísio e Baco.

Então, neste carnaval, lembre-se que tudo começou com uma grande raiz histórica, num tempo anterior ao nascimento de Jesus, que o ocidente acabou associando à festa, já que logo após os festejos, começa a quaresma. Mas tudo tem origem pagã, na verdade.

 

Hoje em dia, no Brasil, os carnavais mais famosos são o do Rio de Janeiro, com os desfiles das escolas de samba; o de Pernambuco, com o frevo e diversas manifestações culturais; e o da Bahia, com os trios elétricos, blocos afros, afoxés e  carnaval antigo no Pelourinho. Para quem não sabe, tem até festival de rock em pleno carnaval, na cidade de Salvador.

Fora do Brasil, há festas carnavalescas muito conhecidas e tradicionais que merecem ser mais bem divulgadas. Em Portugal, há diversos desfiles de carros alegóricos – sem samba – que ainda remetem aos antigos entrudos. Muitas vezes, os lusitanos contratam artistas brasileiros para a confecção destes carros e diversos atores e cantores do país desfilam na festa.

O lindo e clássico carnaval da cidade de Veneza, na Itália, já foi mostrado em alguns filmes e ensaios fotográficos. Ele é famoso pelas belíssimas máscaras e por seus Pierrôs, Arlequins e Colombinas. É uma representação teatral feita ao ar livre, sem música, sem bebidas e ostentações. É pura cultura e história.

Já o Mardi Gras, festa típica da cidade de New Orleans, no sul dos Estados Unidos, é o cúmulo dos exageros típicos de festas “da carne”. Muita bebida, sexo, música e comidas típicas. Não são raros os desfiles de mulheres seminuas pela cidade, apesar da sociedade norte americana ser muito mais conservadora que a brasileira.

Existe um similar entre a festa da Louisiana e a de Salvador. Curiosamente, tanto no Mardi Gras quando na capital da Bahia, no desfile do afoxé Filhos de Gandhy – o mais antigo e tradicional da festa nordestina – existe o costume de se trocar colares por beijos, sendo que no Mardi Gras, os colares não possuem cores específicas e na Bahia, eles costumam reverenciar os orixás.

Em algum momento histórico, houve uma comunhão entre as duas festas, mas ainda não se sabe qual foi a origem deste costume. A festa de New Orleans é muito colorida, espontânea, sem uma organização que faça com que a festa fique um pouco mais burocratizada. Em Salvador, é tudo mais esquematizado e turístico, por assim dizer.

Não se pode esquecer o carnaval em Tenerife, nas ilhas Canárias. Todos os anos, desde 1987, Santa Cruz de Tenerife escolhe um tema e diversos blocos saem às ruas para comemorar o carnaval. Com batucadas, danças coreografadas, blocos para idosos e crianças, toda a população é representada na folia. Uma festa que ainda precisa ser melhor divulgada no Brasil.

 

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