Mercado de eSports cresce cada vez mais no Brasil

A “brincadeira de criança” de jogar videogame do passado já não é tão mais brincadeira assim. Os consoles se popularizaram com o passar do tempo e hoje em dia têm pessoas que ganham a vida com mais diferentes tipos de jogos e torneios ao redor do mundo. Um grande exemplo disso é a expansão do eSports, que cresce cada vez mais pelo Brasil e, claro, ao redor do mundo. O termo, que é utilizado para se referir a prática dos esportes eletrônicos, está cada vez mais popular no vocabulário das pessoas e, consequentemente, no investimento das empresas. De acordo com levantamento da Newzoo, por exemplo, o mercado de eSports pode gerar mais de US$ 900 milhões só no ano de 2018.

Em 2016, em São Paulo, cerca de 10 mil pessoas lotaram o Ginásio do Ibirapuera para acompanhar a final do “CBLoL”, o Campeonato Brasileiro de League of Legends – jogo multiplayer eletrônico. Para quem não pôde comparecer pessoalmente ao evento, era possível acompanhar a final ao vivo pela televisão por assinatura e também via internet.

As empresas brasileiras, enxergando o potencial de desenvolvimento desse mercado em ebulição, começaram a se interessar pelas equipes de ciberatletas. Em 2017, por exemplo, a “Go4it”, empresa fundada por Marc Lemann e Cesar Villares, se tornou investidora da G2 – equipe espanhola que disputa campeonatos nos jogos de LoL e Counter Strike.  

Alguns clubes de futebol também não deixaram a oportunidade escapar. Conhecidos por historicamente investir em modalidades além das quatro linhas, grandes times do futebol brasileiro começaram mais recentemente a focar também no eSports; Corinthians, Flamengo e Santos são destaques a serem citados nesse novo tipo de investimento. O clube carioca, por exemplo, atualmente tem uma equipe de League of Legends, e conta com alguns nomes estrangeiros no elenco. Já o Corinthians manteve uma parceria por alguns meses com a equipe “RED Canids”, também de League of Legends, mas a ligação entre ambos foi finalizada no início deste ano.

O alvinegro praiano, por sua vez, decidiu investir suas fichas em GuiFera – codinome de Guilherme Fonseca -, jogador do game de futebol PES, modalidade na qual o ciberatleta brasileiro já foi campeão mundial, em 2017.

Com a crescente dos investimentos na modalidade, muitos atletas já conseguem altos salários através dos eSports. O cenário, muitas vezes, chega a lembrar o de um jogador de futebol: locais de treino definidos pelo clube, serviços bancados pelo time de futebol contratante, campeonatos com milhares de espectadores, e fama, que muitas vezes ainda permite aos jogadores fazer propagandas e vender seus próprios produtos.

O brasileiro Rafael Salles é um grande exemplo de sucesso nos jogos eletrônicos; jogador do game de futebol FIFA, o garoto brasileiro foi contratado em 2017 pelo PSG, da França. 

Com o apelido “Rafifa13”, o brasileiro fez história ao vencer, em 2017, uma etapa mundial do jogo. Aos 21 anos de idade, Salles concilia o Curso Superior de Relações Públicas com a profissão de gamer.

Apesar do grande destaque que o segmento tem nos dias atuais, se engana quem pensa que os jogos eletrônicos são um fenômeno recente. Desde a década de 1980 já eram realizados torneios de “Asteroids”, com o Atari como plataforma principal. 

Hoje em dia, com os mais variados tipos de plataformas disponíveis pela internet, como o LoL, o divertido Royal Vegas cassino online, e outros tantos, eles se desenvolvem e tornam uma prática que era extremamente de nicho, cada vez mais popular, barata e, até, lucrativa.

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