Pagamento mínimo ou o parcelamento da fatura do cartão de crédito? Qual é o mais vantajoso?

Hoje em dia tornou-se impossível viver sem um cartão de crédito no bolso

Algumas pessoas chegam a ter mais de um. Afinal, ele é a forma preferida de pagamento de 52 milhões de brasileiros, segundo uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Tudo o que compramos pagamos com o melhor cartão de crédito. Os consumidores, as lojas, o comércio se acostumaram, tanto com essa forma de pagamento, que ele se transformou na moeda mais usada do país.

Os cartões de crédito podem ser adquiridos por meio dos bancos ou diretamente, com as instituições de crédito. 

Essa forma de pagamento apresenta várias vantagens, uma delas a de que, consegue comprar um produto sem ter o dinheiro disponível no momento. Ele funciona como um empréstimo de curto prazo. 

O cliente escolhe o dia melhor para pagar a fatura, e pode adquirir o produto por meio do parcelamento. 

Quando o consumidor não tem o dinheiro para pagar o cartão na data estipulada, se ele não renegociar a dívida com a operadora, ela pode se tornar um problema, uma bola de neve. 

Se por um lado, ele é vantajoso e prático, já que evita carregarmos dinheiro físico, e termos a conta abastecida. Por outro, pode ser uma armadilha para as dívidas e juros altos. A pesquisa do SPC Brasil constatou que 96% dos usuários de cartões desconhecem as suas taxas de juros.

Por essas e outras, já se tornou um lugar comum culparmos o cartão de crédito por nossas dívidas, quando na verdade, o responsável somos nós, por não sabermos usá-lo adequadamente. 

Mas como usar o melhor cartão de crédito, sem nos endividarmos?

Os problemas começam quanto enfrentamos a dúvida cruel: Pagar o mínimo do cartão ou parcelar a fatura do cartão de crédito? O que é melhor?

Os especialistas em finanças explicam que tanto, uma forma de pagamento quanto a outra são pesadas para o bolso do consumidor. “Ambas as opções trazem problemas para a saúde financeira do consumidor, mas o pagamento mínimo é ainda mais nocivo pois envolve juros compostos e variáveis”, explica Jordana Gonçalves, Head de Produtos da Wirecard Brasil. 

Antônio Francisco Peroni, superintendente da Seteco Consultoria Contábil explica que o mínimo é uma opção de pagamento da fatura definida pela instituição.  “Neste caso, a diferença é cobrada com adicional de taxa de juros na próxima fatura. Não é recomendável o pagamento mínimo, pois a taxa de juros do cartão crédito é a mais alta do mercado. E acaba acumulando uma dívida. No parcelamento, é o banco ou a operadora que define o número de parcelas e os juros a serem cobrados. Nesta modalidade, a taxa é menor que o pagamento mínimo. 

Os especialistas lembram que as taxas de cartão de crédito ou cheque especial são as mais elevadas do mercado, por isso é importante evitar o financiamento por este meio

Pagamento mínimo

Para você entender melhor, como funciona cada forma de pagamento do cartão de crédito.

No pagamento mínimo, o banco oferece como opção, geralmente na própria fatura do cartão de crédito, um valor parcial com relação do total devido. 

Esse pagamento deve ser realizado dentro do prazo de vencimento da fatura e, a partir de então, o valor pago entra em um fluxo de cobrança chamado rotativo do cartão

Esse fluxo começa a cobrar uma taxa de juros altíssima para o mercado sobre o valor restante do total daquela fatura. “A partir do segundo mês, o cliente pode optar por pagar o valor integral e quitar a dívida, ou parcelar a fatura com uma taxa de juros menor que a do rotativo. Caso opte por pagar o mínimo da fatura pelo segundo mês, mais uma vez haverá um novo saldo devedor em fluxo rotativo. Por isso, a taxa de juros será cobrada em cima da dívida acumulada, o que caracteriza juros composto. Assim será até que a dívida seja quitada ou o banco opte por não mais oferecer a opção de pagamento mínimo a esse cliente”, exemplifica Jordana.

Parcelamento da fatura

O parcelamento da fatura é feito por meio de um acordo entre o cliente e o banco emissor de seu cartão de crédito. 

Geralmente, o banco faz uma análise de crédito para calcular os riscos dessa operação. “Alguns retornam ao cliente um número mínimo de parcelas e valores de juros variáveis de acordo com esse número. Porém, a taxa de juros é a mesma durante todo o contrato de parcelamento, desde que o cliente pague em dia. Por se tratar de um acordo em contrato, com taxa de juros fixa e com condições variáveis dependendo do risco. O banco entende que esse é um processo mais seguro. Por isso, as taxas de juros para essa opção são mais baratas que o pagamento mínimo com rotativo”, lembra Gonçalves.

Use o melhor cartão de crédito

  • Controle o seu orçamento com muita atenção, assim evitam-se empréstimos,
  • Evite pagar com atrasos, caso não consiga, procure o agente financeiro antes de se tornar inadimplente,
  • Não faça créditos para amigos e parentes,
  • Tenha consciência do seu limite de crédito,
  • Nos financiamentos parcelados, controle os prazos e datas dos pagamentos.

Fonte: Como esticar o seu dinheiro: Fundamentos de educação financeira, de Ricardo Humberto Rocha e Rodney Vergili, Editora Campus.

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