Quatro dicas para pesquisar antes de se mudar para Portugal

Saiba quais devem ser as preocupações iniciais da decisão de fixar residência em solo lusitano

Portugal

Portugal tem sido um país bastante procurado por brasileiros que pretendem sair do país, devido à proximidade com a língua e a história daquele povo.

No entanto, não basta querer ir, é preciso planejamento para embarcar nessa aventura de começar a vida do zero em um novo lugar com hábitos, leis e cultura diferentes dos nossos.

Este texto irá listar alguns pontos a serem considerados por quem pretende se mudar definitivamente de país.

Pesquisar a cidade

Um dos primeiros pontos a serem avaliados é a cidade para onde se pretende mudar. Embora seja um país relativamente pequeno, de aproximadamente 90 mil quilômetros quadrados, cada uma das suas 159 cidades possui características que devem ser levados em conta na hora de decidir.

É preciso considerar o custo de vida, pois cada um dos municípios vai exigir um tipo de renda do novo morador. Lisboa, por exemplo, é capital, logo, tem um custo de vida mais alto do que Belmonte, que é uma vila.

É preciso estar atento também a cidades que se tornaram famosas nos últimos anos, como Cascais que fica no litoral e teve os valores de aluguéis inflacionados devido ao aumento da demanda.

Outro fator é o estilo de vida da pessoa ou da família que pretende migrar, porque há opções de cidades mais badaladas às mais pacatas. A escolha vai depender do que cada um espera dessa nova vida.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), são sete cidades com mais de 100 mil habitantes: Lisboa, Porto, Vila Nova de Gaia, Amadora, Braga, Funchal e Coimbra.

Planejar o orçamento

Definida o destino, é importante se planejar financeiramente para a mudança, estabelecendo metas claras e detalhadas.

Isso inclui saber quanto será gasto com despesas burocráticas, para a instalação na nova cidade e para os primeiros meses na nova residência e fazer os investimentos adequados para acelerar o processo.

Nesse planejamento, é preciso contabilizar gastos com educação, saúde, moradia e também aqueles necessários para garantir a qualidade de vida esperada.

Para alcançar o objetivo mais rápido, pode ser preciso fazer renda extra e aí vale tudo: vender brigadeiro, dar aulas particulares, monetizar blogs e redes sociais, fazer trabalhos freelance. A ideia é usar as próprias habilidades para ganhar mais dinheiro e investir no seu sonho.

Decidir o tipo de visto

Uma coisa fundamental antes de fazer as malas para fixar residência em solo lusitano é decidir o tipo de visto que mais se encaixa nos seus objetivos.

Existem sete tipos diferentes de visto que garantem a permanência em Portugal:

De trabalho (exercício de atividade profissional subordinada);

De empreendedor (exercício de atividade profissional independente e para imigrantes empreendedores);

Para atividade de investigação ou altamente qualificada;

Para estudo, intercâmbio de estudantes, estágio profissional ou voluntariado;

Para Mobilidade de Estudantes do Ensino Superior;

Para reagrupamento familiar;

Para aposentados e pessoas com rendimentos próprios.

Cada um exige documentações específicas para que o requerente tenha sucesso na empreitada.

Checar se tem direito à dupla cidadania

Uma das maneiras mais eficientes de tornar esse sonho possível é conseguir a dupla cidadania portuguesa. Essa não é uma tarefa fácil e exige o cumprimento de alguns protocolos.

A primeira coisa que o candidato a cidadão lusitano precisa saber é se tem direito a essa documentação.

A cidadania portuguesa pode ser conseguida de duas maneiras: por atribuição ou por aquisição.

A cidadania por atribuição é aquela a que tem direito filhos, netos e bisnetos de portugueses. Uma vez conquistada, o requerente passa a ter dupla nacionalidade, sendo considerado português e brasileiro desde o seu nascimento.

Já na cidadania por aquisição, a pessoa passa a ter nacionalidade derivada. Ela só será considerada cidadã portuguesa a partir do momento em que a cidadania for concedida. Podem fazer o requerimento nesse caso:

Pessoa casada ou em união estável com um cidadão português há mais de 3 anos;

Esposa de cidadão português, desde que o casamento tenha ocorrido antes de 3 de outubro de 1981;

Descendentes de judeus sefarditas portugueses;

Filhos menores nascidos antes da aquisição da cidadania pelos pais;

Nascidos em ex-colônia portuguesa quando esta ainda estava sob o controle português;

Residente legal em território português há mais de cinco anos;

Filhos estrangeiros adotados plenamente por cidadão português;

Nascidos em Portugal, filhos de estrangeiros, maiores de idade ou emancipados, mas que tenham permanecido por 10 anos no país;

Filhos menores de estrangeiros, nascidos em território português, mas que comprovem ligação com Portugal.

Para cada uma dessas condições, há exigências específicas a serem cumpridas.

Trata-se de um mecanismo que traz algumas vantagens como poder entrar e sair de países europeus sem a necessidade de passaporte. Isso vale para passeios ou moradia.

Além disso, como cidadão de um país membro da União Europeia, a pessoa estará sujeita a menos tributações tanto nos produtos do dia a dia como alimentação e higiene pessoal como de itens como roupas e smartphones.

 

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