Você sabe o que é grau de investimento?

Investimentos rentáveis
Investimentos rentáveis

Um dos pontos mais importantes quando se trata de investimentos é o risco. É por meio dele que o investidor pode decidir entre uma ou outra aplicação, já que isto impacta diretamente em outros fatores, como a rentabilidade.

O que nem todos sabem é que, ao falar de risco, deve-se ir além da probabilidade de se ter perdas, é preciso avaliar, por meio de suas classificações, de que forma isso pode ocorrer:

  • o risco de mercado está relacionado com as oscilações financeiras, ou seja, a diferença de desempenho de determinado investimento ou a diferença de preço de compra e venda é que leva ao prejuízo;
  • o risco de liquidez tem relação com a impossibilidade de movimentação financeira, isto é, como liquidez é a capacidade de transformar uma aplicação em dinheiro na conta, o prejuízo ocorre ao perder uma oportunidade de venda, por exemplo;
  • o risco operacional ou de gestão está ligado a um insucesso do profissional que administra determinado ativo. Ocorre comumente nos fundos de investimento quando o gestor traça estratégias sem bons retornos,
  • o risco de crédito, por fim, ocorre quando o credor — empresas, bancos, governos, etc. — não consegue cumprir com suas obrigações financeiras e, com isso, os investidores não recebem seus rendimentos, ficando no prejuízo.

Desse modo, quando uma instituição é arriscada, é preciso avaliar a que tipo de risco está atrelado e ponderar se, ainda assim, é válido depositar dinheiro — e confiança — nele. Para o risco de crédito, em específico, existe uma nota de classificação, o rating, que ajuda o investidor na tomada de decisão.

Antes de tudo, o que é rating e para que ele serve?

Primeiramente, é importante lembrar que, para o rating, empresas, pessoas físicas ou jurídicas, países, governos, e outras instituições financeiras ou não podem ser credores e investidores. A classificação é utilizada numa escala micro, mas também macro no mercado financeiro.

Portanto, o rating é uma ferramenta que facilita o investidor — quem quer que seja — no momento da aplicação. Mesmo assim, é mais usado para classificar grandes empresas e países.

Trata-se então de agências independentes (a palavra rating deriva, inclusive, de “credit rating agency”, ou agências de classificação de crédito) que ordenam diversos credores de acordo com o risco que oferecem. Na prática, é uma nota que mostra a probabilidade de honrar ou não às obrigações financeiras.

Essas agências são contratadas normalmente por governos e grandes empresas que desejam obter tal classificação. Hoje, existem três credit rating agencies no mundo: Moody’s, Fitch e Standard & Poor’s (S&P), cada uma com um método diferente de ordenação, mas sempre de A até D.

O cálculo do rating e os graus especulativo e de investimento

Cada agência independente recorre a uma técnica específica de cálculo que envolve inúmeros fatores, entre eles: balanço patrimonial, fluxo de caixa, questões jurídicas, legislação, ativos e passivos e até fatores externos que possam influenciar no risco.

Após análise, os credores são classificados em graus, especulativo e de investimento. No primeiro caso, existe a chance de inadimplência; no segundo, o risco de crédito é menor, ou seja, é mais seguro depositar dinheiro e confiança nesse credor.

O grau especulativo, na prática, não significa necessariamente que é ruim fazer uma aplicação financeira. Na realidade, muitos investidores optam por credores nesse grau pela chance de obterem maior rentabilidade.

Para Moody’s, as notas de grau especulativo são C, Ca, Caa1, Caa2 e Caa3, além de B1, B2, B3, Ba1, Ba2, Ba3. Já para as outras agências, Fitch e Standard & Poor’s, as notas mais baixas são D, C, CC, CCC E B-, B, B+, BB, BB+.

O grau de investimento, por sua vez, traz rentabilidade menor, mas ainda é bem visto por alguns investidores por possuir menos risco. Assim, para Moody’s, as notas dentro dessa classificação são Baa3, Baa2, Baa1, mais medianas, e A3, A2, A1, Aa3, Aa2, Aa1, Aaa, mais altas. Para Fitch e Standard & Poor’s, BBB-, BBB, BBB+ são as médias e A-, A, A+, AA-, AA+, AAA as mais altas.

Claro, vale bastante a pena consultar todas essas agências antes de decidir quais são os investimentos rentáveis que valem a pena, principalmente quando consideramos aportes altos de grandes empresas, cujo impacto, em caso de prejuízo, é ainda maior.

Por isso, o rating é uma forma transparente e assertiva que o investidor tem para auxiliar tanto sobre o risco de investimento quanto sobre todos os outros fatores que são influenciados por ele, como a própria rentabilidade.

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